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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Surto de politicamente correto: três é demais!

Eu deveriiiiiia lançar um podcast com o ilustre Tiago Wakabayashi. Contudo, o áudio estava insatisfatório1, então resolvi transformá-lo num texto, também com o auxílio do Waka. O assunto da 4ª edição seria o triplo ataque de correção política dos últimos meses. Sim, amiguinhos, houve três rompantes de moralismo recentemente.

O número 1 é a lei "anti-otaku"2 baixada em Tokyo. Ela visa a combater a exibição e produção de animês e mangás impróprios, mas o texto da lei é tão vago que qualquer coisa pode ser encaixada nas proibições. Mesmo valendo só na capital, o impacto disso é grande, pois Tokyo é o grande centro produtor de desenhos e quadrinhos do Japão. Felizmente, a impopularidade da medida não tardou a ser expressa. Uma grande empresa do ramo, a Shueisha, boicotou duas impotantíssimas feiras de animê. Ou seja, o moralismo tem potencial para ferrar até a economia local, quiçá nacional.

Número 2, éééééééé do Brasil! (Brasil-sil-sil-sil-sil!) É a lei "anti-videogames". (Pois é, tô percebendo um padrão também…) A idéia é bem similar ao nº 1. Proibição desvairada de videogames ofensivos, só que por ofensivos, entendam quase todos. O lado bom é que ainda é só um projeto de lei (pelo menos era no final de dezembro, época da matéria), por isso, poderá ser engavetado, como tantos outros, que às vezes nem são idiotas como esse.


O número 3 é hollywoodiano. A praga da cota "racial" (devia se chamar étnica) invadiu o filme do branquelo Thor. A mitologia nórdica é obviamente formada por dezenas de branquelos pálidos alvos albinos de pele clara com pouca melanina, mas resolveram enfiar um preto3 no elenco, e como deus nórdico. Uma bela ironia é que escandinavos inteligentes e racistas ignorantes (pleonasmo) se uniram em repúdio a essa estranha escolha de ator.

Que esta compilação de possíveis tragédias seja lida e espalhada. Que este grito em defesa da imoral e dos maus costumes seja ouvido.


imagem: http://jovemnerd.ig.com.br/wp-content/uploads/ads_thor7.jpg


  1. Sabe quando a pessoa fala dentro de um copo? Esse efeito irritante.
  2. Pois sim, sítio portuga, ô, pá. Maiores detalhes (ainda) em notícias relacionadas, no rodapé da matéria. Cuidado ao navegar por lá, não é nada para maiores de 18, mas também não é para toda a família.
  3. "Preto" é rude? Como twittou Hélio de la Peña, se preto é feio, branco também é. Vamos usar os termos caucasiano e negro então, ó que máximo!

2 comentários:

Cassidy disse...

O Japão realmente me surpreendeu com essa atitude. Mas se for ver bem, viram o que virou Dragon Ball Kai: Goku em alta resolução e censura.

O brasil, é só mais do mesmo.

Quanto a Hollywood vou repetir oq já havia respondido no JovemNerd:

Heimdall o DEUS BRANCO ser interpretado por um negro, faz todo sentido. ¬¬
Vou procura um moleque loiro pra interpretar o Saci Pererê…

O pior é que se você diz isso você é racista…
Chega logo 2012…

cris disse...

Lá no Japão eu não sei, mas aqui? Hahahaha, vão controlar todo o mercado, assim como controlam a produção e venda de produtos piratas... Ou seja... Bem, que se dane, é mais uma lei que ninguém respeitará (esse final de semana viajei e qual o meu espanto quando vi, centenas de carros com crianças empilhadas, um tinha seis no banco de trás, sem a tal cadeirinha, cadê a fiscalilização?) Já no caso de "Thor" quem deveria ficar muito envergonhado é o ator "negro"... Eu, no lugar dele, recusaria o papel. Esse mundo tá cada vez mais chato, hein?